Você

Não sei se você sabe, mas você mudou a minha vida. Eu nunca quis alguém que me prendesse. E veio você, que me liberta todos os dias. Inclusive de mim mesma. Você me protege. Segura a minha mão e escuta todas as besteiras que eu tenho a dizer. Você entende os meus silêncios. Fica do meu lado mesmo quando não sabe o que falar e me abraça forte quando eu não sei o que fazer. Eu diria que você salvou minha vida se não soasse tão exagerado. Você é meu ponto de partida e meu destino final. Você me ouve, você me deixa dividir problemas, me deixa reclamar de tudo, me deixa chorar, me deixa bagunçar seu coração e a sua vida. Você deixa eu ser eu. Ninguém nunca me viu tão transparente como você, ninguém nunca conheceu meu corpo de verdade, meu coração de verdade e ainda sim, quis ficar. Só pra você eu me entreguei, só pra você eu me rendi e me desmontei inteira porque confiei que você me amaria mesmo eu sendo assim, completamente imperfeita, confusa, intensa e cheia de defeitos. Você faz com que eu goste do que vejo quando me olho no espelho. Você faz eu me amar do jeito que eu sou. Obrigada por me ajudar a me libertar de todos os meus medos. Eu tinha medo de amar. Hoje ele foi embora. Graças a você.

Anúncios

Escandalosamente Feliz

Escandalosamente Feliz… Não me interprete mal por essa minha vontade de viver a vida intensamente!
Mas é que nasci com essa gula de ser feliz!
E esse meu desatino é felicidade somente… Eu sei que às vezes exagero e acabo metendo os pés pelas mãos com minhas bobeiras.
Mas é esse vício de amar demais a vida que me sabota e me faz perder as estribeiras!
É complicado, eu sei… Mas esse meu jeito de ser está tatuado em mim!
E ainda que me chamem de louca, posso garantir que sou feliz assim!
Desculpe-me somente pelas doses excessivas de liberdade que ouso me fartar, mas é que não aprendi a viver de mãos dadas com regras… E me sentiria muito mal se tentassem acorrentar-me!
Mas não me desculparei por ser quem sou… Ando de cabeça erguida com toda essa minha transparência… Escandalosamente orgulhosa por este meu atrevimento ser a marca registrada da minha essência!!!

Qual a sua cor?

Talvez você não saiba de onde vem essa minha cor…
Mas quero que saiba que todas as cores do arco-íris estão em minha árvore genealógica.
Fui costurada como num mosaico até aqui.
Por um bom tempo achei que só existia uma cor, na verdade ausência de cor, e que ela seria a única aceitável.
Juro que tentei ao máximo ser aquilo que me diziam que deveria ser (alisar meu cabelo, branquear minhas atitudes e fisionomia) na tentativa de ser aceita.
Entretanto, não me sentia pertencente e nem me reconhecia como igual.
Hoje percebo que as cores se completam. Elas são o complemento do que é mais belo… O AMOR
Entendi que não importa se é vermelho, amarelo, preto ou branco.
Você não é uma cor e uma cor não é você.

Pois o amor é preto, branco, castanho, vermelho…
O amor é livre das amarras do preconceito!
Então…se misture e se permita AMAR.

Simples assim

“Na Índia, são ensinadas quatro leis da espiritualidade:

A primeira diz: A pessoa que vem é a pessoa certa. Ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo conosco, têm algo para nos fazer aprender e evoluir em cada situação.

A segunda lei diz: Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido.
Nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum “se eu tivesse feito tal coisa…” Ou “aconteceu que um outro…” . Não. O que aconteceu foi tudo o que deveria ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.

A terceira diz: Toda vez que iniciares algo é o momento certo.
Tudo começa na hora certa, nem antes, nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.

E a quarta e última afirma: Quando algo termina, termina. Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas, é para a nossa evolução. Por isso, é melhor sair, ir em frente e enriquecer-se com a experiência. Não é por acaso que você está lendo este texto agora. Se ele veio à sua vida hoje, é porque estava preparado(a) para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado.”

Metades…

Eu sou metades…

Partes, camadas que se sobrepõem umas às outras e como ondas vão se manifestando no teatro da vida. A cada instante uma face se revela para que outra possa se esconder, nunca consigo me mostrar por inteiro, pois em mim foi inculcada a ideia de que a nudez deve ser castigada, e que somente em determinados momentos um maior número de minhas partes pode ser mostrado.

Eis-me no teatro da vida, o teatro das metades, das que sei e tento esconder e das que não conheço e que involuntariamente mostro. E nessa errante odisseia busco me recompor, na doce e vã esperança de juntar todas as minhas metades e tornar-me uma unidade.

Entretanto, trágica e comicamente, quando encontro uma acabo perdendo outra, visto que a mim não foi dado o poder de tê-las todas em minhas mãos e em um gesto divino e sublime poder copiosamente contemplá-las.

Assim sou: uma busca, uma procura… e a vida é o caminho…

Tempo…

Como devo lidar afetivamente com o passado, o presente e o futuro?

Desde a minha incursão na escola fui ensinado de que existem três tempos básicos para a conjugação dos verbos, quais sejam: passado, presente e futuro.

No decorrer da minha existência pude perceber o quão estas três dimensões temporais impactavam os meus afetos, as minhas emoções. Assim, a minha existência encontra-se apoiada nesta tridimensionalidade, pois assim sou, tenho os meus pés cravados no presente, um olho que espia o passado e outro que mira o futuro. Dessa modo, em minh’alma comparece uma miríade de sensações, tais como: ressentimento, raiva e medo.

Estes afetos fazem de minha existência um grande triângulo. Hoje sei, depois de aprender um pouco – mas tenho que confessar que algumas vezes sou tomado por essa imperiosa triangularidade –, que em relação ao passado o sentimento mais adequado é a aceitação, pois nada há que posso fazer para alterá-lo, pois ele deve servir como o mestre sempre presente para que os erros que neste tempo foram cometidos, eu não torne a repeti-los. Quanto ao futuro, resta-me a fé de que este poderá ser melhor, o que acalma o meu medo, e para que isso ocorra devo estar conectado ao presente, pois assim o medo do futuro não irá ser um fantasma. Em relação à raiva que comparece no presente, o sentimento mais adequado para atenuá-la é o amor.

Segundo Thomas Hobbes (1588 – 1679), na obra o Leviatã: “só o presente tem existência na natureza, as coisas passadas têm existência apenas na memória, mas as coisas que estão porvir não tem existência alguma, sendo o futuro apenas uma ficção do espírito”.
Mario Quintana (1906 – 1994), ao discorrer sobre a vida, dizia: desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Isso me mantém no presente, que é onde a vida acontece.

Ora, se só o presente tem existência na natureza, não seria mais saudável a opção de vivê-lo intensamente?

Por: João Batista

Passageiros

A nossa existência é tão passageira como as nuvens de Outono. Assistir ao nascimento e morte dos seres é como observar os movimentos de uma dança.

Uma vida é como o relâmpago no céu. Corre como água que jorra da íngreme montanha. Paramos por algum tempo para nos encontrarmos uns com os outros, para nos amarmos, para partilharmos. Este momento é precioso, mas passageiro.

Constitui um pequeno parentese na eternidade.

“Se o partilharmos com carinho, alegria e amor, criaremos abundancia e felicidade uns para os outros. E assim este momento terá valido a pena.” BUDA